terça-feira, 22 de junho de 2010

Juaforró espera 150 mil pessoas

O evento, em Juazeiro do Norte, foi aberto no último sábado e terá continuidade até o próximo dia 29 de junho

Juazeiro do Norte. Cerca de 150 mil pessoas devem passar pelo Parque de Eventos Padre Cícero na 10ª edição do Juaforró, segundo a organização. O evento é considerado tradicional no calendário de eventos de Juazeiro. Hoje, será iniciado o festival de quadrilhas, com a participação de 40 grupos do Município. Serão 16 na categoria infantil e 24 adulta.

A novidade este ano dentro do parque, que conta com uma cidade cenográfica, é o Palácio do Príncipe Ribamar, figura tradicional da história cultural de Juazeiro. No local, haverá apresentações todos os dias dos grupos de tradição popular da cidade a partir das 17 horas. O evento foi aberto oficialmente no último sábado e terá continuidade até o dia 29 de junho. Este ano, serão 10 dias de festa. Em relação a anos anteriores houve uma redução dos dias de realização, principalmente pela ausência de verba federal, que contribuía para o patrocínio de grandes atrações nacional.

Todas as noites se apresentam cinco quadrilhas juninas, a partir das 19 horas. Segundo o coordenador do festival, Francisco Amorim, da Secretaria de Cultura, serão duas infantis e três de adultos. Este ano, a premiação em dinheiro será a mesma do ano passado. O primeiro lugar adulto receberá R$ 4 mil e infantil R$ 3 mil. Ele afirma que o incentivo ofertado às quadrilhas da cidade teve um atraso, mas chega a até R$ 3,5mil, dependendo da estrutura da quadrilha.

Amorim explica que o festival de quadrilha local terá continuidade até o dia 25, com a escolha das vencedoras. Também é realizado o V Festival Regional de Quadrilha, que este ano terá a participação de quadrilhas do Piauí, Pernambuco e da Paraíba. Os três primeiros lugares de Juazeiro participam da etapa regional, com final no dia 28. Também serão premiados com troféus os destaques individuais nas apresentações. Mesmo com uma tradição junina, o Juazeiro ainda não conta com a participação no Ceará Junino. O coordenador do festival local afirma que não sabe explicar o motivo do Município ainda não ter conquistado esse espaço de participação, por ter tantas quadrilhas de destaque. Em 2009, a vencedora do concurso local foi a Quadrilha Rojão do Sertão, do Bairro Limoeiro. Normalmente, esses grupos participam de eventos em outros municípios do Cariri para concorrer à etapa estadual.

Além das quadrilhas, shows todas as noites, barracas com vendas de comidas e bebidas típicas. O evento conta com a cidade cenográfica, onde os atores revivem cenas do passado, por meio de interação com o público. Este trabalho será coordenado pelo ator Assislan Paiva. A secretária de Cultura da Prefeitura de Juazeiro do Norte, Glória Tavares, diz que a demora em divulgar a data do evento e a contratação das atrações foi devido a problemas no primeiro pregão. Hoje, se apresentam no palco junino: Leo Magalhães, Collo de Menina, Dalton e Forró Vip. Já no dia 23, Luis Fidélis, Sorriso Novo, Mauricio Jorge e Cara de Pau.

MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte
Avenida Castelo Branco, s/n, Bairro Romeirão/ Telefone (88) 3571.5933

Elizângela Santos
Repórter

Um comentário:

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

Paz e Solidariedade,

Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
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